quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Quem paga a banca estatal

O lucro e o prejuízo do Banco do Estado do Rio Grande do Sul. Quem paga a conta?
Os diários porto-alegrenses de hoje destacam o lucro semestral do Banrisul, divulgado ontem, com retoques de orgulho, pela direção da instituição, cuja indicação é político partidária.

Foram revelados números alvissareiros. O lucro de janeiro a junho de 2008 foi de R$ 308,2 milhões, incluindo efeito de créditos tributários, somando R$ 86,2 milhões, caindo, aí, o superávit para R$ 222 milhões, leio na página dez do Jornal do Comércio de hoje.

O que o JC de hoje não fala, mas já mencionou, é o quanto o Banrisul custa aos 5,6 milhões de gaúchos que geram renda (número arredondado). Custa 5% da receita anual do Estado, até 2018, uma acordo celebrado por Britto e FHC, quando do Proes, em 1997. Este valor, em 2008, ficará ao redor dos ... R$ 960 milhões (a receita na casa dos R$ 19,2 bilhões). Outros 7,5% o Estado - os gaúchos ou residentes no RS - pagam à União por conta de outras dívidas.

O número de 5% da receita do Estado para manter o Banrisul aberto aparece uma vez ao ano, quando aparece, nos diários, ao o governo apresentar aumento de tributos. Ocorreu em novembro do ano passado, quando a governadora tentou elevar as alíquotas de itens "não essenciais", como energia e combustíveis. Já estão na casa dos saqueadores 25%. Queriam 30%.

Numa linha, perdida no meio de uma página par, ao discutir-se o aumento, foi citado o custo-Banrisul, os tais 5% que todos pagam - como sócios à força, compulsórios - para o banco manter suas portas abertas.

Por que o JC não faz jornalismo e publica, junto com o lucro do banco estatal, seu custo para os gaúchos? - que deveriam dividir, entre si, nas suas contas bancárias, o lucro. Afinal, já são sócios no prejuízo.

Então, já que os diários e outros media, como rádio e TV, não vivem sem os anúncios do Banrisul - incluindo a dupla Gre-Nal - este modesto redator, do mensário Folha do Porto, traz a lembrança, citando um diário que já mencionou o número, embora não o tenha convertido em valores absolutos.

Assim, o Banrisul custou aos gaúchos, no primeiro semestre, R$ 480 milhões e o banco lucros no teto R$ 302,8 milhões, um déficit, no financiamento compulsório, de R$ 177,2 milhões (fiz a conta certa? - assim, no olho, sem lápis e papel).

Ano passado todo o Banrisul lucrou 916,4 milhões, tendo transferido ao Tesouro, 18,57% disso (faça a conta), que bancou, em 2007, uns R$ 850 milhões (o orçamento do Estado ficou nos 17 bi e alguma coisa de reais).

Assim, além de ouvir o que a direção tem a dizer, os diários poderiam fazer jornalismo e mostrar ao distinto leitor os números que sustentam, mesmo, o banco. Por sinal, contratou despesas de R$ 97,4 milhões sem cobertura legal. A promotoria, em vez de indiciar por crime os responsáveis, contentou-se com um "ajuste de conduta", que não dá a quem faz gato de luz ou admoesta políticos, na crítica democraticamente justificada.

Cumpre, também, neste momento de euforia, lembrar o que disse o secretário gravado pelo vice-governador, quando a ele lembrou que o Banrisul "sem as consignações" é inviável. As consignações são os compulsórios 5% do povo dados ao banco, que, na sua publicidade afirma-se como "o grande banco dos gaúchos". Não há dúvida. Mas eles nunca são sócios no lucro. Só no prejuízo.

É a ditadura civil da classe política. Eleitos, concursados e empresas estatais (uma contradição nos termos).

Até a próxima e de olho na sua despesa. A do governo, financiada pelo que toma à força (violação moral da vida de cada um, pois o dinheiro é propriedade, fruto do trabalho, indissociável da vida individual).

terça-feira, 6 de maio de 2008

O peso do governo em seu bolso

O artigo a seguir foi originalmente publicado em setembro de 2005, no mensário Folha do Porto, página 22, que circula no bairro Menino Deus e arredores, zona central de Porto Alegre, com 14.500 exemplares, para uma população residente de 31 mil, mais umas dez mil circulantes, atingindo um total de uns 45 mil leitores. Os valores são para aquela época, mas não é difícil para o leitor os atualizar. Serve, penso como guia para entender o tema. Grato.

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Para um mero redator de notícias, entender o quanto custa o governo, implica em entrar no labirinto, sem novelo de lã. Para não se perder, adotou-se um fio condutor: dividir o orçamento estatal pelo número de pessoas ocupadas, as que geram renda e sustentam a máquina estatal (à força, claro).

Partiu-se do valor do orçamento da União, do do Estado do Rio Grande do Sul (exceto o que recebe da União e o que repassa aos municípios), do de Porto Alegre (exceto o que recebe para o SUS e outras transferências vindas da União).

Para saber o número de pessoas ocupadas no Brasil, no RS e em Porto Alegre, recorreu-se ao IBGE.

União - O orçamento da União, em 2005, é de R$ 1 trilhão, 642 bilhões, 362 milhões, 320 mil e 73. A população ocupada no Brasil é de 79 milhões, 250 mil e 627 pessoas, a partir dos dez anos de idade.

Assim, a União custa, para cada brasileiro que trabalha, a fortuna de R$ 20 mil e 723, com 65 centavos em 2005. Mensalmente, a média é de R$ 1.726,97/ocupado.

Estado - O governo do Estado/RS custa, em 2005, R$ 17 bilhões, 277 milhões, 716 mil e 891. Subtraindo-se o que a União envia e o que o Estado repassa aos Municípios, restam R$ 11 bilhões, 183 milhões, 757 mil e 616. No RS, a população ocupada é de cinco milhões, 579 mil e 178. O Estado custa R$ 2.004,55 por pessoa/ano, ou R$ 167,04 ao mês.

Porto Alegre - A leal e valorosa tem um orçamento para 2005 de R$ 1 bilhão, 897 milhões, 264 mil e 267 com 11 centavos, já subtraído o SUS (são R$ 288 milhões). Subtraia-se outras transferências da União (R$ 75 milhões, 308 mil, 205 com 37 centavos). Resta R$ 1 bilhão, 821 milhões, 956 mil e 61 e 74 centavos.

O número de ocupados em Porto Alegre é de 801.910 pessoas. Cada uma entra com a cota anual de R$ 2.272,02 ou R$ 189,33 ao mês.

Total - Ao somar União, RS e município, vemos que cada pessoa ocupada de Porto Alegre entregaria aos governos, à força via tributos, o valor mensal de R$ 2.083,34.

Juro alto - Como o povo não tem esse dinheiro, e o governo reduziu, desde o Plano Real, a falsificação de moeda (imprimir dinheiro) para honrar suas contas, endivida-se, com taxa de juro de 19,5%/ano. A dívida está em 51% do PIB. O juro alto impede os investimentos e o rumo da prosperidade.

[Hoje, 2008, o juro está em uns 13% ao ano, reais a uns 9% descontada a inflação, e a dívida em uns 49% do PIB. Não altera muito o quadro, altera?]

Versus o PIB - O orçamento do governo estadual vai a 11,58% do PIB de R$ 149,2 bilhões. O do município, a 14,5% do PIB de R$ 13 bilhões, 79 milhões e 160 mil.
A indecência está no orçamento da União. O PIB brasileiro está em torno de R$ 1 trilhão, 439 bilhões, 607 milhões e 260 mil. Assim, a União consome todo o PIB e mais 15 %. E ninguém vai preso.

Versus os rendimentos - Ao contrastar o custo dos governos com o rendimento médio da população ocupada, percebe-se a impro-bidade administrativa reiterada.

O rendimento médio mensal, nas seis regiões metropolitanas é de R$ 968,30 (carteira assinada). De R$ 629,40 (sem carteira) e é de R$ 761,20 para quem trabalha por conta própria. Em Porto Alegre, o governo custa R$ 2.083,34/mês para cada pessoa ocupada.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Falso lucro do Banrisul

Hoje, 13/02/2008, o banco estatal do Rio Grande do Sul, Banrisul, anunciou lucro líquido de R$ 916,4 milhões em 2007, um recorde histórico, quando a instituição completa oito décadas. O patrimônio líquido fechou em R$ 2,79 bilhões. Era de R$ 1,29 bilhão até a venda de ações, uma capitalização ocorrida no ano passado, autorizada pelo Legislativo estadual.

O resultado operacional "é um orgulho para os gaúchos" avaliou a paulista governadora Yeda Crusius (PSDB).

Sim, sem dúvida, é um orgulho que custa, aos gaúchos, R$ 1 bilhão ao ano, ou 5% da receita anual do Estado, um acordo fechado em 1997 entre Britto e FHC para salvar o banco, falido como os demais bancos estatais, após o fim da inflação. O pagamento pela salvação do estatal vai até 2018 - se este redator não se engana.

Assim, faltou as autoridades lembrarem aos gaúchos orgulhosos que, orgulhosa e gabolamente, pagam à União, R$ 1 bilhão ao ano, em valores de 2007, para o banco ter um resultado de R$ 916,4 milhões.

Assim é fácil apresentar resultados inéditos de lucro. Sem dúvida, este foi o maior resultado da falida instituição, que está de pé, porque o povo à sustenta à força nos impostos. Se não fossem impostos, se espontâneos, não caberia o "à força". Como são. Muito menos se chamariam "impostos". Mas a semântica é violada diuturnamente pela política.

Os 5% da receita do Estado pagas à União pela salvação da banca estatal só são lembrados quando se discute o orçamento do Estado e em casos de aumento de tributos, como recentemente, no final de 2007. Nem sempre o número é lembrado pelos burocratas, políticos e jornalistas.

Muito menos é lembrado na falsa festa da super lucratividade.

O banco ficou devendo, aos gaúchos orgulhosos, a diferença, ou R$ 83,6 milhões. Para falar só deste ano. Há dois anos, o lucro anual foi de uns R$ 370 milhões frente aos cerca de R$ 800 milhões (os 5% à época).

O patrimônio líquido de R$ 2,79 bilhões é anulado em menos de três anos pelos 5% do dinheiro de todos os gaúchos que financia a salvação da banca estatal.

Enquanto isso, o orçamento estadual terá um déficit de R$ 1,3 bilhão em 2008. Se o Banrisul tivesse tomado o destino dos demais; se não fosse um "orgulho para os gaúchos", então não haveria déficit.

E nem vamos falar dos ressarcimentos determinados pela Lei Kandir, que nem o presidente do partido dele (FHC) cumpriu. Que o sucessor não cumpre e que a chefia de sua casa civil já disse que não vai cumprir.

Quem é do governo pode tudo. Somente votar não basta, para sair de uma ditadura civil de eleitos e concursados.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Ministro propõe violar propriedade privada

O ano começou auspicioso para os que professam o coletivismo, logo, a violação da propriedade privada, logo, da vida. Um ministro, que deveria zelar pela justiça, portanto, pela lei, propôs a hedionda, abjeta, repulsiva, imoral e corrupta idéia de confiscar a propriedade dos condutores de veículos que forem reincidentes em crimes graves (com morte) no trânsito.

Se o sujeito matou, sóbrio ou bêbado (50% dos acidentes graves - morte ou seqüelas - são cometidos por sóbrios, jamais esqueçai), que seja indiciado, julgado por júri popular, que cumpra a pena, se condenado. Pronto.

A violação da propriedade privada - confisco/seqüestro do automóvel - para punir a reincidência, é apenas mais uma manifestação embuçada do comunismo tardio, naquele país, que, sem poder ser puro, é da cepa nacional-socialista (simulacro de propriedade privada, logo, de individualidade, da mínima decência).

A proposta é corrupta porque corrompe o artigo 5° da Constituição daquele país, que estabelece a inviolabilidade da propriedade, entre outros itens. É imoral, abjeta e repulsiva pela mesma razão.

Este ministro teria, primeiramente, de ter coragem de propor nova redação do artigo 5°, para adequá-lo aos seus desejos vaidosos, de fazer de seu país um exemplo de punibilidade no trânsito (poderia também punir exemplarmente o vandalismo dos invasores de fazendas produtivas, ou não, em lugar de os financiar com o dinheiro dos impostos).

Que as urnas os livrem de um dia ele concorrer e ser eleito para qualquer cargo, executivo ou legislativo e, mais, de ser indicado para uma vaga na suprema corte.

Este ministro deve vir a público, corajosamente, e propor nova redação para o artigo 5°, violando as garantias e os direitos fundamentais dos indivíduos, como lá posto.

Assim, em vez de o "todos são iguais perante a lei, sem distinções de qualquer natureza, garantindo-se ... a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade - redação atual do artigo violado diuturnamente por eleitos e concursados - ele deve enviar, assinada por ele e pela metamorfose ambulante seu superior uma proposta de emenda à Carta, alterando o artigo, violando os direitos e garantias individuais - afinal, ele já o propôs - com uma redação como "todos são desiguais perante a lei, mediante distinções de quaisquer natureza, a serem estabelecidas pela burocracia estatal, jamais garantindo-se aos naturais e estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança, à propriedade".

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Tristíssimo dia para o Brasil

Hoje, 30/10, é um dos mais tristes dias para a história do Brasil. Leio, há pouco, que a Fifa confirmou o Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 - mesmo ano eleitoral no qual Lula tentará voltar à presidência.

Hoje, 30/10, é um dos mais tristes para a história do Brasil. Ao ler que a Fifa, na Suíça, aprovou o Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, fico pensando em quanto o povo será privado de melhorar de vida, para que o Brasil - o povo via impostos - pague pelas condições, a tal infra-estrutura, para a realização do mundial.

Hoje, 30/10, é um dos mais tristes para a história do Brasil. A realização do Pan Americano de atletismo custou, ao povo, oito vezes mais do que o inicialmente orçado e divulgado pelo poder executivo - origem do mal, a corromper o Legislativo na compra de votos; e a influenciar, por escolha de ministros, o Judiciário maior.

Quantas vezes o orçado custará a Copa do Mundo no Brasil? - a pátria-mór do ludopédio idiotizante.

Houve um tempo no qual os filósofos se preocupavam com o fato de os governantes terem o povo nas suas mãos, conquistando-lhes o coração. OH, bons tempos aqueles. Hoje, o povo é conquistado pelo estômago, após o empobrecer, para sustentar uma burocracia estatal, classe média estatizante, com negócios com a burguesia da política dependente, para continuar negociante (vide obras públicas e juros baixos do banco estatal desenvolvimentista - pagos com a fome do povo, de novo; e com o FGTS que não consegue sacar).

Bem se vê porque eles necessitam da CPMF até 2011. De, de lá, para 2014, claro. Pois, como disse um deles, 87% dos recursos do compra-votos-bolsa-família dela provêm. Bem se vê porque precisam de uma altíssima carga tributária CSLL, Cofins, Simples que não o é, primeiro de 3% para 4,5%, agora, com alíquotas crescentes ...

Bem se o vê. Bem não se verá o quanto desviado será, para o festival da carne ludopédica.

Hoje, 30/10, é um dos piores dias para a história do país. Pois o povo será novamente sacado na bolsa - a viúva também - para locupletar as emoções da crônica esportiva, os bolsos hoteleiros e restaurantísticos. E o povo, idiotizado pela fome aplacada modestamente, por sua ignorância cidadã, por seu apego aos instintos bárbaros, primitivos e tribais das cores-chutam-pelota ... aplaude, aplaudirá, emocionar-se-á ... ao mesmo tempo em que cartolices bem armadas nos bastidores das quatro linhas tomar-lhe-ão o fruto de seu suor ... para ele suar no usofruto de torcedor ser.

E dê-lhe idiotices mui midiáticas a insuflarem o orgulho pátrio da pátria do futebol sede do certame mundial, blábláblá.

Hoje, 30/10, foi mais um dos piores dias para a história deste país, pois, mais uma vez, garantiu-se a imbecilização, a imbecilização de consciências, a unfanização da miséria, o ajeitamento do aleitamento da verba super faturada na obra do estádio copamundado.

Faturem, senhoras e senhoras, mas não me encham a paciência com vossas idiotices mui midiáticas.

O dinheiro seria bem empregado na saúde estatal, para que deixe de ser este campo de concentração e de extermínio nacional.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Construção do descrédito

Erra quem pensa que a imprensa é o quarto poder. Se fosse, Lula não teria sido reconduzido. Erra, de novo, quem pensou que as denúncias apuradas, detalhadamente, pela revista Veja, levariam o senador Renan Calheiros, do sempre governista PMDB, à cassação pelos seus pares. Em uma sessão fechada, com voto secreto, ficou fácil para seus pares ocultarem-se da democracia, escaparem à opinião pública, expiando sua decisão, na privacidade inaceitável para o poder público (onde não há privacidade pressuposta, por definição).

O que pensar da manutenção do desgastado senador? Há uma manobra em curso, há muitos anos, em especial da parte de correligionários do senhor presidente da República, de pedir o fechamento, a extinção, do Senado. Ouve-se-o de vereadores em uma capital como Porto Alegre; idem de deputados estaduais. Ouve-se-o de ex-parlamentares do partido da estrela vermelha (à Mao, à Stalin, à Castro). A manutenção do mui suspeito no mandato macula o Senado, descredenciando-o perante o povo (rico, pobre, classe média). Soma-se, estranhamente, paradoxalmente, assim, aos apelos pela extinção daquela casa. A câmara alta perde pontos junto ao povo. Quantos não vão pensar: Tem mais é que fechar esta .... !

E os petistas conseguem, salvando um aliado, promover sua antidemocrática causa que advoga pela extinção da casa senatorial. Parece estranho, mas não é.

Por que senadores iriam achincalhar a imagem de seus mandatos, salvando a pele de um colega, e presidente, cujos dúbios envolvimentos foram provados e comprovados? Aqueles que o salvaram prescindem do mandato de senador. Eles podem ser acomodados a qualquer momento em um órgão federal. Para eles, fechar o Senado ou não pouco mudará em suas vidas.

A obra perversa de desmerecer a câmara alta atingiu, neste capítulo triste, seu mais incisivo movimento, sua mais direta estocada no coração do alvo. Não duvideis de, nos próximos dias e semanas, pipocarem manifestações contra a existência do Senador, justamente da parte de aqueles que deveriam defender (é de sua boca para fora) a democracia.

Enfim, a notícia do Terra, das 17h33min.

O Plenário do Senado decidiu nesta quarta-feira pela absolvição do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), por 40 votos a 35. Houve seis abstenções. Esta foi a primeira vez na história em que um presidente da Casa teve uma cassação avaliada em Plenário.
» Entenda as denúncias contra Calheiros» Opine sobre o caso
Calheiros enfrentou o processo por quebra de decoro parlamentar após uma representação do Psol, baseada em uma reportagem da revista Veja. O texto diz que o senador tinha contas pessoais, inclusive a pensão da filha com a jornalista Mônica Veloso, pagas pelo lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior.
Uma perícia da Polícia Federal mostrou que os documentos apresentados por Calheiros, "isoladamente", não comprovam que ele tinha recursos suficientes para fazer os pagamentos. O Conselho de Ética aprovou o relatório dos senadores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS) com uma lista de oito argumentos contra Calheiros. Depois, o pedido foi encaminhado ao Plenário.
A sessão começou após empurrões entre o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) e um segurança. O início da reunião foi aberto ao público, mas, às 12h05, logo depois que o vice-presidente do Senado, senador Tião Viana (PT-AC), informou o motivo da sessão, o Plenário foi esvaziado e apenas senadores, a secretária-geral da mesa, Cláudia Lyra, um assessor dela, os advogados de defesa e acusação e 13 deputados que conseguiram autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) permaneceram no local. Mais tarde, Viana liberou o acesso de todos os deputados federais.
Viana chegou a reclamar, da tribuna do Plenário, que os senadores estavam vazando informações da sessão secreta a jornalistas. Ele pediu para que os parlamentares parassem de passar o conteúdo da sessão.
Enquanto a sessão era realizada, o advogado-geral do Senado entrou no STF com um mandado de segurança recorrendo da decisão do ministro Ricardo Lewandowski, que autorizou a presença de 13 deputados na sessão secreta. O pedido foi negado pelo Supremo.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Brincam com a vida das pessoas

Estão brincando com a vida das pessoas. Está demais. Os vôos 1907 e 3054 foram duas "chacinas" ("morticínios") nas mãos do estado/governo/partido político. O caos no sistema, que o partido conseguiu destruir (era um dos melhores do mundo) é a regra. As mortes no vôo 3054, quaisquer que sejam suas causas (falha humana, de equipamento, de estrutura da pista) foram a gota d'água a transbordar o sentimento de repulsa a um partido de administradores da res publica, que a transformaram em rex publica ad partitionem, sendo o rei ...

Notícia divulgada agora à tarde (de 20/08) pelo Terra, informa que, nesta madrugada, um Airbus da TAM teve de arremeter no aeroporto internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, porque a torre autorizou o pouso e ... não avisou que havia outra aeronave no solo. Não avisou. O que é isso? Estão brincando? Quem vai para a cadeia? Ninguém. O país acabou.

Se não fosse o piloto, mais uma centena de mortes nas mãos do governo que destruiu o sistema aéreo, que era um dos melhores do mundo. Em breve, as carretas a cavalo, à MST. De avião só a elite estatal partidária. Horror! Alguém aí, junto comigo, faça algo, por favor!

Até quando? Cansastes?

Segue a notícia.

"Avião da TAM arremete para evitar choque no RSSegunda, 20 de agosto de 2007, 12h54
O Airbus A-320 da TAM que fazia o vôo JJ-3151 Guarulhos-Porto Alegre escapou por pouco de envolver-se em mais uma tragédia da aviação civil nacional.
Já passava da 1h da madrugada desta segunda-feira quando o avião recebeu autorização para pouso no Aeroporto Salgado Filho. Só o que a torre não avisou é que na mesma pista o Boeing 737 da Gol que fazia o vôo G3-1646 ainda manobrava em direção ao terminal.
O A-320, em aproximação final na pista, a cerca de 10 metros do solo, precisou arremeter para evitar a colisão frontal, percebida visualmente pelo comandante.
Depois de um princípio de pânico em alguns passageiros e uma nova volta pelo céu de Porto Alegre, o JJ-3151 pousou sem dificuldades no Salgado Filho. Só então o comandante explicou o ocorrido para passageiros revoltados com a falta de informações da cabine.
- O procedimento de abortamento do pouso foi feito para evitar um choque com outra aeronave que estava na pista sem que o controle de vôos do aeroporto nos informasse ¿ disse o comandante, depois de pousar. Antes disso, entre a súbita interrupção do pouso e o speech do piloto, foram sete minutos de angústia dos passageiros.
O vôo 3054, que acabou em tragédia no Aeroporto de Congonhas, partiu do mesmo Salgado Filho. Ou seja, a lembrança do acidente ainda está bem viva nos gaúchos. Ainda mais quando viajam em um A-320, a mesma aeronave que chocou-se em São Paulo há um mês.
A revolta dos passageiros do JJ-3151 desta madrugada ¿ já cansados pelo atraso de uma hora e meia do vôo ¿ distribuía-se entre dois alvos: contra o comandante da TAM, que adotou o silêncio até depois do pouso, permitindo o pânico, e contra a torre do Salgado Filho, que esqueceu-se de avisar que outra aeronave ainda estava na pista.
Por habilidade do comandante, este incidente acabou bem. Mas poderia não ter sido assim.
Terra MagazineLeia esta notícia no original em:Terra - Terra Magazine http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1840587-EI6578,00.html"